sexta-feira, 15 de junho de 2007

???

- ...
- Quem és tú pirata?
- Sou aquele que navega além dos mares.
- Sim, mas e seu nome?
- Roubaram-me.
- Quem levou?
- Outro pirata.
- E quem é ele?
- Não o vi.
- E como sabe que era um pirata?
- Não sei, disseram-me.
- Quem o disse?
- Talvez o papagaio do leme.
- ...
- E onde ele está?
- Ao vento. Mas poderá voltar logo.
- E qual é seu nome?
- Greenwood. O do papagaio não sei!

Ploc!

- Tsissss...
- Ploc, ploc, ploc... ploc...ploc, ploc, ploc... ploc
- ...
- Ploc, ploc... ploc
- ...
- ... ploc
- Ploc, ploc
- Hum! Vamos à película.

Aos olhos.

O furor de seus olhos me intriga
Parece assassinar a alma
Escuta a mente a alto
Manda embora os belos sonhos
Nostálgicos eles podem ser
Mas serão eternos
A príncipio discerni o passado do futuro
E transformei minha vida no presente
mas no fim o presente eu perdi
Ao passado eu voltei
E na nostalgia pra sempre vivo
Por isso não recordo sua face
E não lembro seu pseudônimo
Então lembre-me, óh homem
Quem és tú? E o que fazes em pé agora?

terça-feira, 12 de junho de 2007

A resposta da Morte de Madalena


Matei sim Madalena!
Não matei porque a amava
Nem tão pouco me arrependi.
Matei-a pelo desejo escroto
Por sua pele branca
Perseguindo-a furtivamente
Mordi seus lábios,
Cortei seus cabelos.
Retórico foi seu grito de horror.
[ o que mais gostei]
Em seus seios fartos a feri,
Seu pescoço então ficou vermelho
Ela a mim me pertenceu.
Naquele momento não resisti,
Rasguei seu vestido
Em seus órgãos intímos,
Vivi um gozo intenso.
Até que o sangue surgiu de suas entranhas
[ ápice do prazer]
Gozei novamente, e acabei
Deixando-a ao breu,
Na esquina das putas londrinas.

A morte de Madalena

























Toquei sua pele alva
Sua face empalecida
Fechei seus olhos rubros
Beijei seus lábios frios
Tirei seu vestido roto
E num lençol branco te deitei
Sua pele desfalecida, me deixou tonto de tremor
Com o horror que ali se via Madalena!
Neste corpo que a mim não pertenceu
Beijei seus pés gélidos
Gritei em fala sádica
Sua púbis ensanguentada
Me revolveu novo temor
Com a seda negra da noite
Te cobri e ali a morte te deixei
Não porque não te amavas Madalena,
E sim porque ele voltara a me perseguir.