quarta-feira, 19 de dezembro de 2007


Os devoradores de cera
Atentaram na terra neste fim de dia
Um final de dia que enaltece o sol
Que se põe atras das montanhas órfãs
O que dizer dos gnomos perseguidores de seres robustos?
São infiéis! O que são, traidores.
Não basta ser o homem para ser alguém
Temos que ser alguém para sermos homens
Então o que faz o direito?
Deixo meu velhinho de barba e roupa vermelha falar:
O direito legitima tudo isso.
Besteira?
Fonética, mandem todos que dele duvidem
Ao perau infortuito do tempo.
Que ele explicará o presente e o futuro
Através do passado, mas isso já é pra outro
Velhinho!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Contida batalha num grito de dor
Debate a luta recruta o amor
Rufo de tambores, mulheres caídas
Crianças fugidas, crianças aflitas
No terror desordeiro
Alegra-se ainda um belo cordeiro
Tão branco, tão puro
Tão belo e escuro
Da guerra a disputar
Do sonho a lutar
Do vento lá fora
E a mulher a esperar
Quando a porta se fecha
Vem novo tremor
Nesta guerra infinda
Só resta o amor

Amor, colchão e vento...

Os olhos olharam amantes aqueles olhos verdes
Os castiçais foram mesclando
Ao passo que abaixava-se sobre o colo másculo.
Sentiu-se penetrar com o prazer
Que agora tranformara o grito agudo
No mais físico gozo em sua volumosa massa
Que agora se fez vibrante, gritante
E com pressa, mais profunda
A esse movimento duplo se dera ainda o prazer
Pelo cheiro e suor na pele
Os corpos se uniam mais fáticos e quentes
Uniam-se, mas não para tornarem um só
E sim, para tornarem-se dois
Com cada um do outro
E o gemido já era grito
O movimento agora pressão
O toque... carinho
O sexo... menção ao paraíso
Até que ele e ela explodem
Com o calor e com o coração palpitante
E findam seu ato, [a muitos promíscuo]
Para então descansarem nos braços
Do amor, do colchão e do vento...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O velhinho é bom!!! ehuaehua

Conferência e lançamento do livro: "O desafio e o fardo do tempo histórico"
Conferencista: István Mészáros
Data: 20 de novembro de 2007
Local: Auditório da Reitoria - UFSC
Horário: 18h e 30min.

Os interessados poderão adquirir o livro com autógrafo

E viva a tranformação alternativa social!



Mais uma vez Pinaud.


Deveras não canso-me de contemplar a figura singular
Que se apresenta pelo nome de João Luiz Pinaud
Mais uma vez me dispus a escutá-lo
E tão somente isso o fiz
E não então me arrependi
Pois estou disposta a admirar
A beleza que se faz em seus gestos
E seu trabalho para com os Direitos Humanos
Certamente estou aproveitando esse sonho de Direito
Que apesar de lamentos e muitos choros
É nele que decidi acabar minha vida

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Abril

Olhando-me a retina brutalmente
Não pôde esquecer meus lábios
Os quais beijou furtivamente
Retirou sua pouca roupa
E deitou-se sobre a dama
Que neste momento já não era mais
Tão dama assim
Entregou-se ao poderio negro
E a sua força Oparim
Decifrou seus desejos
E aos dela se entregou
Quando ao seu prazer absoluto
Recitou o verso mudo
Soluço após soluço, cansei
Mas um cansaço daqueles
Que deseja se ter todos os dias
Um cansaço que eleva o corpo
E transforma as almas judias.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Foram-se as frutas do trigo
Sua semente engolida pelo couro
Foram-se os dias de sol
Seus raios não brilham mais o ouro
Foram-se os homens do mundo
Seus filhos choraram sua morte
Foram-se as andorinhas brancas
Suas asas tiveram corte
Foram-se as massas ativas
Seus militantes marchavam ao Sul
Foram-se os viajantes para longe
Suas mulheres permaneceram em Istambul
Foram-se, pois muitos partem
Mas os vasos não quebram-se, diamante
Permanecem intactos no coração do homem.

A negra Jordana

Jordana recito-me aquele verso bonito
Com o mesmo sorriso que encontrava nela
Todas as manhãs de sábado
Manhãs nas quais nos amavamos
Como dois amantes na pequena senzala
No momento em que minha senhora
Repousava em seu leito
Eu encontrava a negra semi nua
Não para seduzir-me
E sim, porque seu ofício a rasgava as vestes
A encontrava as vezes nos cafezais
Perto das traseiras da casa grande
Sim, era minha amante
Mas eu amava perto e distante
Quando naquela, ainda madrugada matutina
Encontrei-a e vi que tinha algo para mim
Ouvi aquelas poucas linhas
Que nem mesmo sabia que ela podia escrevê-las
Quando ela cerrou seu recital
Me vi numa mistura de amor e angústia
Queria tê-la para sempre e assim o fiz
Pedi um bom vintém ao bancário
E na madrugada fugimos
Insensato eu, não reparara que nas linhas
Esconda a sua profunda tristeza
A de que a morte veio buscá-la
O que me deixou só no mundo que vivia para amá-la
E agora sobrevivo a relembrá-la
Em todas as manhãs de sábado
Velho e com barbas longas.
Gostaria de fazer responder o poema
Que ela fizera a mim
Mas não a tenho em minha presença
E assim o será.
Triste fim, assim como Shakespeare.

sábado, 27 de outubro de 2007

João Luiz Duboc Pinaud e Katia da Matta.

Não poderia deixar de citar quão boa foi a minha experiência no Congresso de Direito Alternativo que ocorreu nesses últimos dias no CESUSC/SC.
Não deixarei de falar da distinta presença de João Luiz Duboc Pinaud e Katia da Matta.
Momentos inesquecíveis para uma jovem estudante de direito.
Que pode presenciar grandes mitos sendo desmitificados na noite de sexta-feira.
Tudo isso regado a muita conversa interessante, poesia, músicas e claro alegria.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Treinamento.

No soy persona tan insana cuánto Piazzolla en su tango, que sabe. Pero aquí me estoy viendo a arranhar un español à Ana.

Mi angél no mira-me ahora, pero nota mi presencia.
Qué piensa a mi juicio?
¿Cuándo va a dar me más um beso?

Não poderia de deixar de citar a bela Angelique Kidjo na foto acima.

A cantora de Benin, que já aos seis anos exibia seu belo talento para a interpretação, é um Stradivarius aos ouvidos. Não em seu sentido clássico e sim de importância. Influênciada por grandes bandas e cantores como Rolling Stones e Carlos Santana, Kidjo canta em cinco línguas e tem seus estilos musicais baseados em jazz, músicas gospel e latinas. Um mistura que somente se define com perfeição em seus belos clips feitos com total interpretação de uma atriz. A vós indico as principais canções indicadas pelos críticos: Agolo, Ayé e Batonga, e uma indicada pela jovem que vos escreve: battu.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Doutores do asfalto.

Ja pensaram nos doutores afastando as praças?
Pobres, nem Caetano, nem Chico.
Nada afastará meus olhos deles.
São fortes e ao mesmo tempo frágeis.
A que?
Não se distinguem pelo petróleo estampado no rosto.
Apenas pelo fato de levantarem as praças portuguesas.
Portu-brasileiras agora.
E o governo o que faz aos pobres doutores?
Privatiza-os!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Na mesa de bar.

As inércias da vida
Me levaram ao desespero
À cevada me deti
Embriaguei-me
Nesse embrião de desejo
Que me leva e me traz
Quando abri as asas
E voei ao centro da
Terra.
Já iniciamos a madrugada
E a conversa vai ficando mais interessante
E, não sei o que irei explicar
Quando em casa chegar.

E, nesses caminhos me perco
Fico a pensar
Aonde irei parar
Por conta de meus desejos.
Se viver é desfrutar?
Qual será o problema?
Viva e jamais complique
Já que tua obrigação é ser feliz.
A vida inteira
Esperei por essa noite!
De te beijar esses lábios de fruta,
Vermelhos cor da amora.
Dois cogumelos
Recheados de açúcar.

Por aqueles ao redor da mesa.




terça-feira, 21 de agosto de 2007

Concerteza.

Concerteza, flores
Concerteza, amores, cores, torres.
Concerteza, olhares.
Concerteza, bares, lábios, cárceres.
Concerteza, paixão.
Concerteza, coração, sexo, mãos.
Concerteza, cama.
Concerteza, ama, chama, drama.
Concerteza, mesa.
Concerteza, proeza, fineza, delicadeza.
Concerteza, até o fim.
Concerteza, até a morte.

Tua Boca... Por Luiz Pacheco.

boca
tenra,
molhada,
convida,
malvada,
se esconde.
por onde?
e sigo, sem siso,
menino,
me perco
em tua saliva,
lasciva.
E acordo
do sonho,
que excita,
ninguém
acredita
em fantasia.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Fito Paéz

¿Quién dijo que todo está perdido?
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
Tanta sangre que se llevó el río, yo vengo a ofrecer mi corazón.
No será tan facil, ya sé que pasa.
No será tan simple como pensaba.
Como abrir el pecho y sacar el alma, una cuchillada de amor.
Luna de los pobres, siempre abierta, yo vengo a ofrecer mi corazón.
Como un documento inalterable, yo vengo a ofrecer mi corazón.
Y uniré las puntas de un mismo lazo, y me iré tranquilo, me iré despacio, y te daré todo y me darás algo, algo que me alivie un poco nomás.
Cuando no haya nadie cerca o lejos, yo vengo a ofrecer mi corazón.
Cuando los satélites no alcancen, yo vengo a ofrecer mi corazón.
Hablo de países y de esperanza, hablo por la vida, hablo por la nada, hablo por cambiar esta, nuestra casa, de cambiarla por cambiar nomás.
¿Quién dijo que todo está perdido?
Yo vengo a ofrecer mi corazón.
(Yo vengo a ofrecer mi corazón, Fito Paéz [na voz de Mercedes Sosa, perfeito em duo])

terça-feira, 3 de julho de 2007

Mal acordei
E você ja estava acoplado em mim
Como cachorro sardento.
E eu como cadela no cio
Me entreguei ao seu poderio.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Aquele infante olvidado chamou meu nome.
Indagou-me com a fala rouca.
Eu, porém nada sabia do reino.
Pois não pertencia [à]quele lugar.
Estava apenas perdida naquele terreno extenso.
Onde não se via arborização alguma.
Ele, quando percebeu meu embaraço,
Riu suavemente.
Parecia querer compreender meu náufrago,
Naquele lugar sumptouso.
Onde o monarca não reconhecia seu rebento,
Por ele ser deformado.
Também não reconhecia mais sua esposa, como rainha.
Enclausurou-se em sua fortaleza real,
E reinava apenas através de seu adjunto.
Se é que ele ainda era um ser sólido.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

???

- ...
- Quem és tú pirata?
- Sou aquele que navega além dos mares.
- Sim, mas e seu nome?
- Roubaram-me.
- Quem levou?
- Outro pirata.
- E quem é ele?
- Não o vi.
- E como sabe que era um pirata?
- Não sei, disseram-me.
- Quem o disse?
- Talvez o papagaio do leme.
- ...
- E onde ele está?
- Ao vento. Mas poderá voltar logo.
- E qual é seu nome?
- Greenwood. O do papagaio não sei!

Ploc!

- Tsissss...
- Ploc, ploc, ploc... ploc...ploc, ploc, ploc... ploc
- ...
- Ploc, ploc... ploc
- ...
- ... ploc
- Ploc, ploc
- Hum! Vamos à película.

Aos olhos.

O furor de seus olhos me intriga
Parece assassinar a alma
Escuta a mente a alto
Manda embora os belos sonhos
Nostálgicos eles podem ser
Mas serão eternos
A príncipio discerni o passado do futuro
E transformei minha vida no presente
mas no fim o presente eu perdi
Ao passado eu voltei
E na nostalgia pra sempre vivo
Por isso não recordo sua face
E não lembro seu pseudônimo
Então lembre-me, óh homem
Quem és tú? E o que fazes em pé agora?

terça-feira, 12 de junho de 2007

A resposta da Morte de Madalena


Matei sim Madalena!
Não matei porque a amava
Nem tão pouco me arrependi.
Matei-a pelo desejo escroto
Por sua pele branca
Perseguindo-a furtivamente
Mordi seus lábios,
Cortei seus cabelos.
Retórico foi seu grito de horror.
[ o que mais gostei]
Em seus seios fartos a feri,
Seu pescoço então ficou vermelho
Ela a mim me pertenceu.
Naquele momento não resisti,
Rasguei seu vestido
Em seus órgãos intímos,
Vivi um gozo intenso.
Até que o sangue surgiu de suas entranhas
[ ápice do prazer]
Gozei novamente, e acabei
Deixando-a ao breu,
Na esquina das putas londrinas.

A morte de Madalena

























Toquei sua pele alva
Sua face empalecida
Fechei seus olhos rubros
Beijei seus lábios frios
Tirei seu vestido roto
E num lençol branco te deitei
Sua pele desfalecida, me deixou tonto de tremor
Com o horror que ali se via Madalena!
Neste corpo que a mim não pertenceu
Beijei seus pés gélidos
Gritei em fala sádica
Sua púbis ensanguentada
Me revolveu novo temor
Com a seda negra da noite
Te cobri e ali a morte te deixei
Não porque não te amavas Madalena,
E sim porque ele voltara a me perseguir.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Poesia Doentia

Porque nossos ossos nunca estão satisfeitos?
Sempre nos falta algo que não conseguimos explicar?

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Perdido.

Alto e falso Ulisses.
Não perpetuará jamais minha infelicidade.
Continue a rir como a gralha da araucária.
Mas aproveite antes que o monstro da fortuna,
Alcance seus pés.
Voe alto ao lado da mariposa tecnicolor.
Inquiete-se quando ela lhe discorrer aos ouvidos,
Aquilo que tu mesmo odeia proferir.
Por isso fica no vazio do caudilho.
E a me perturbar com truanices.

Isolda isolada.


Nem Isolda, assim como eu se sentia.
A isolada boticária imperfeita.
Isolda estava nos palcos da mais bela ópera.
Eu nem sei se existo em matéria como citam os físicos.
Talvez a vida seja algo falso.
Talvez o que não exista seja a morte.
Assim não pode-se dizer que há vida.
O fato é que difícil estar completo.
Por isso hoje desejo ganhar um flor vermelha.
E ir à praia deletar meus pensamentos.
Sentir o ar frio do outono.
Pois eu não pertenço a este lugar.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Ao seio da família amada.


Como é bom sair de casa,

Mas voltar é melhor ainda.

Como é bom sentir o cheiro da terra fofa.

De olhar o orvalho congelado nas rosas vermelhas.

Como é feliz sentir frio ao lado de quem se ama.

Poder dormir na cama dos pais aos 19 anos.

Enfim a perfeição da família amada.