sexta-feira, 8 de junho de 2007

Poesia Doentia

Porque nossos ossos nunca estão satisfeitos?
Sempre nos falta algo que não conseguimos explicar?

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Perdido.

Alto e falso Ulisses.
Não perpetuará jamais minha infelicidade.
Continue a rir como a gralha da araucária.
Mas aproveite antes que o monstro da fortuna,
Alcance seus pés.
Voe alto ao lado da mariposa tecnicolor.
Inquiete-se quando ela lhe discorrer aos ouvidos,
Aquilo que tu mesmo odeia proferir.
Por isso fica no vazio do caudilho.
E a me perturbar com truanices.

Isolda isolada.


Nem Isolda, assim como eu se sentia.
A isolada boticária imperfeita.
Isolda estava nos palcos da mais bela ópera.
Eu nem sei se existo em matéria como citam os físicos.
Talvez a vida seja algo falso.
Talvez o que não exista seja a morte.
Assim não pode-se dizer que há vida.
O fato é que difícil estar completo.
Por isso hoje desejo ganhar um flor vermelha.
E ir à praia deletar meus pensamentos.
Sentir o ar frio do outono.
Pois eu não pertenço a este lugar.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Ao seio da família amada.


Como é bom sair de casa,

Mas voltar é melhor ainda.

Como é bom sentir o cheiro da terra fofa.

De olhar o orvalho congelado nas rosas vermelhas.

Como é feliz sentir frio ao lado de quem se ama.

Poder dormir na cama dos pais aos 19 anos.

Enfim a perfeição da família amada.