Aquele infante olvidado chamou meu nome.
Indagou-me com a fala rouca.
Eu, porém nada sabia do reino.
Pois não pertencia [à]quele lugar.
Estava apenas perdida naquele terreno extenso.
Onde não se via arborização alguma.
Ele, quando percebeu meu embaraço,
Riu suavemente.
Parecia querer compreender meu náufrago,
Naquele lugar sumptouso.
Onde o monarca não reconhecia seu rebento,
Por ele ser deformado.
Também não reconhecia mais sua esposa, como rainha.
Enclausurou-se em sua fortaleza real,
E reinava apenas através de seu adjunto.
Se é que ele ainda era um ser sólido.
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