sábado, 12 de março de 2011

Naquele balanço podia voar
Poderia subir acima das nuvens e ver tudo abaixo delas
Imaginava o quão era maravilhoso ser livre
Posso ainda ouvir os gritos das crianças na praça
Enquanto eu sentia o vento em meu rosto
E meus cabelos voando infinitamente
Acompanhando o vai e vem daquele balanço
Que ao menos aquele momento me pertencia
Que poderia ter as minhas mãos
E no meu controle o poder de observar de cima
De poder imaginar a vida além do chão
As flores da beira da praça
Ainda eram as preferidas da professora na escola
As folhas caiam sobre as calçadas e as inundavam
Poderia eu me jogar ao chão sem me machucar
E poderia morrer de rir em cócegas
Podia sentir o afago de um abraço
Sem me preocupar com o amanha
E nem se um dia ia sentir falta dele
Mas ainda quer ficar naquele balanço
Sentindo o vento gelado da serra
E sorrindo as vezes de alegria
As vezes de desespero
Por estar mais alto.
[Sem Titulo, 04/03/2011]
Ana Oliveira

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