sábado, 17 de abril de 2010

Sr. Galante

Ao anjo que acalenta minha alma
E nutre meus desejos,
Meu único suspiro.
Um suspiro doente pela cólera boêmia,
Que deixo-me envolver nas noites litorâneas.
Lembro-me do gosto fraco do destilado,
Em sua boca ímpar.
Tal presença que me leva a fadiga.
Ou as vezes me corroe por total,
E ao mesmo tempo aos poucos.
Anjo esse que contorna meu corpo,
E transforma meu desejo,
No prazer absoluto.
Reduz-me, [como diria Fernades]
"Ao mínimo denominador comum".
Não questiona meus anseios,
Mas os reconhece um a um.
Talvez a paixão em sua forma,
Mais impura e desenganada.
Talvez o desejo [repito]
Transformado em volúpia.
Mas esse relato simples,
Não pretende dizer que a dama [que por hora se apresenta],
Encontra-se apaixonada.
E sim que ela deseja esse anjo.
Quer ao seu lado e lhe quer bem.

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